Histórias de família

Histórias de Famílias

A vida em família é uma delícia! Mas, também, um grande desafio! Dúvidas, ensinamentos, educação, trabalho, escola, primeira infância, adolescência, casamento, tudo acontecendo ao mesmo tempo e agora. E isso inclui uma gama de sentimentos. Misturinha boa? Sim, mas, às vezes, também nos sentimos sobrecarregados, com receios e angústias.

Por isso, o Colégio Alpha está inaugurando esta coluna, “Histórias de Família.” Aqui, trataremos de todos os assuntos que envolvem família, convivência e vivência. Este será, também, um espaço de troca, com depoimentos, situações e dúvidas.

Acreditamos que a família é o porto seguro de seus membros, é nela que baseamos a nossa convivência com os outros e com o mundo lá fora. Vamos falar sobre ela, então?

O “Não” traumatiza filhos? Ou Será que traumatiza os pais?

Na teoria, pai e mãe sabem que é necessário estabelecer limites, regras e que isso significa dizer o “não”, separando o certo do errado, preto no branco. Certo? Porém, na prática, o que vemos são muitos tons de cinza, muitas nuances para dizer o “não” e estabelecer os limites necessários aos filhos.

Olhando o cenário de forma real, temos um pai e uma mãe que, em diversos casos, trabalham o dia inteiro e, posteriormente, partem para um terceiro turno em casa, com seus filhos. Estes pais que têm vários problemas a serem resolvidos, ou que tiveram um dia difícil, inúmeras vezes têm de reunir forças para dizer um “não” para seu filho. E o problema não é o dizer “ não”, e, sim, tudo que esse “não” representa.

E esse “não” é “carregadinho” de várias coisas: a culpa, por não autorizar algo, culpa por não ter estado presente durante o dia do filho, por exemplo. Para tanto, manter a postura do “não” e argumentar do porquê de se dizer o “não” é entrar em um embate com o filho, ocasionalmente. Manter um “não” dá bastante trabalho e, às vezes, pegamo-nos cansados e sem energia para isso. Logo, esse “não” (uma palavra tão curta) traz uma série de negociações, sentimentos, frustrações e vivências, e, muitas vezes, optamos por não dizer.

E o mais importante de todas essas “coisinhas” que o “não” traz é o medo de frustrar o filho, medo de que ele se traumatize e não consiga superar o “não.” Temos receio de chatear nossos filhos, medo de deixá-los tristes.

Citando uma especialista em terapia familiar, Maria Tereza Maldonado, estamos na era da infantocracia, com resultados desastrosos, entrando no mérito da permissividade, dando tudo que os filhos querem, ou deixando que eles façam o que bem entendem, exatamente por esse medo de frustrar e traumatizar.

Os resultados apresentados são inúmeros, a exemplo da dificuldade do controle da impulsividade (as crianças crescem achando que suas vontades e desejos devem ser atendidos a todo tempo e no seu tempo). Outro produto deste cenário é a dificuldade no controle da raiva (os filhos ficam sem paciência, podendo agredir física e verbalmente as pessoas quando recebem uma negativa); ademais, há, ainda, crianças e jovens crescendo com uma baixa tolerância à frustração, não utilizando a criatividade para buscar alternativas diversas para a resolução de um problema, por exemplo. A falta de limites impossibilita que a criança enxergue o outro (seus pais), como pessoas que possuem necessidades e direitos também.

Os limites são importantes tanto para crianças quanto para adolescentes. E o diálogo é fundamental para se chegar a um equilíbrio saudável. É ter claro que muitos “nãos” são necessários para própria segurança do filho, para fazê-lo entender que a vida é permeada de regras e que ele ouvirá muitos “nãos” ao longo de sua vida. Mas o “não” dado em casa é cheio de preocupação, carinho e amor.

Do outro lado, o dos pais, é preciso internalizar que o “não”, por vezes trabalhoso, não deve vir acompanhado de culpa por frustrar ou entristecer os filhos. Não há nada de errado em estabelecer as regras e limites. É importante para as crianças e adolescentes, e faz parte de sua formação, aprender também a ouvir o “não”.

Por fim, é imprescindível, ainda, jamais deixar de estabelecer um diálogo com os filhos, nunca deixando de ouvir seus argumentos. Somos os adultos em questão. Nossa experiência é maior, sabemos ponderar riscos, resultados e nada melhor do que explicar e debater com os filhos sobre isso, sempre levando em consideração o “firmeza com ternura”, limites com amor.

E você? Conta pra gente sua maior dificuldade com o “não”, através do e-mail: [email protected];

Volta às aulas 2020 Alpha 26

Volta às aulas

O tão esperado dia chegou! Aquela ansiedade do primeiro dia, rever os amigos, conhecer ou rever os professores, dar aquele abraço apertado em todo mundo. Como é boa esta agitação, o som das risadas. Hoje o nosso colégio volta a ganhar cores, movimento, vida … feliz ano letivo 2020!

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Festa da família

Dentre todos os eventos realizados pelo Colégio Alpha em 2019, a Festa da Família foi um dos mais importantes e especiais.

A proposta era trazer as famílias para dentro da escola, para que passassem um tempo ao lado de quem se ama com diversas atividades e diversão. Não poderia ter dado mais certo! Ao longo de uma tarde toda, pai, mãe, filhos, tios, avós, divertiram-se com show de mágica, apresentações, jogos de tabuleiro, além de aula de zumba, capoeira, brinquedos para as crianças, comida gostosa e muita emoção.

A parceria entre escola e família é fundamental para o sucesso da vida escolar de um aluno e o Colégio Alpha se orgulha em manter essa parceria sempre.

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Adaptação: Como auxiliar a criança neste processo

A adaptação escolar, principalmente na Educação Infantil, é um período considerado delicado para pais e filhos. Pode gerar certa ansiedade na família por deixar seu filho sob cuidados de outras pessoas e na própria criança que vai para um ambiente novo, diferente de onde tem o convívio de pessoas conhecidas.

Normalmente a adaptação se dá na linha de tempo entre uma semana e um mês e neste período é importante que a família transmita segurança para a criança, demonstrando confiança na escola e acompanhando sua adaptação de perto. Por isso, é indicado que no período de adaptação sempre o mesmo familiar leve e pegue a criança no Colégio.

O processo de Adaptação deve sempre ser pautado na verdade com a criança. Não é saudável o familiar se esconder e quando a criança não estiver olhando ir embora sem se despedir. Isso pode gerar muita insegurança e receio, dificultando todo o processo. O correto é conversar com a criança, explicar que por um período ela estará na companhia de coleguinhas e da professora e que após esse período irá para casa, com seus familiares.

Muitas vezes, o período de adaptação é difícil para os familiares e é muito comum virem à tona sentimentos de culpa e isso pode atrapalhar o processo. Por isso é importante que a família converse com os profissionais da escola, sobre a rotina e cuidados. Desta forma, estarão mais seguros e tranquilos para deixar seus filhos.

A adaptação é um processo importante para o social e o emocional da criança, e se bem conduzido pela escola e pela família é garantia de sucesso.